viver sem hipotecarias

30/04/2023

Olá amigos e amigas 2ooe0nze. Hoje vamos pensar numa possibilidade de viver sem hipotecarias. E dessa forma, para tal fito, utilizaremos uma frase de um filósofo já corriqueiro por aqui. Ou seja; Friedrich Wilhelm Nietzsche.

Assim sendo: "Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o!"

Assim sendo, parafraseando... A frase destaca a importância de seguir seu próprio caminho, mesmo que seja incerto e desconhecido. O destino final não sendo explícito, é powermente potencializado na importância de continuar a caminhada mesmo sem descobrir aonde leva.

Sendo assim; em vez de buscar atalhos ou depender exclusivamente da ajuda dos outros para tentar evitar os desafios... E mesmo a jornada fixa em dificuldades, faz parte importante para a vida. E levará ao crescimento e à autodescoberta. Então tá...

Muitos interpretam a filosofia nietzschiana como perspectivas cravadas na solitude do poeta Fritz. Para quem não lembra; Fritz é o apelido de Nietzsche. Enfim, dizem que a solidão causou sua demência. Que ser apologeta do conceito deus está morto, fez com que deus o punisse. Que se apaixonar por Lou Andreas-Salomé, e não ser correspondido... Enfim...

Enclausurou Fritz no desespero, e de tal desespero brotou suas introspecções afronésias. Mas em particular, entendo na pele toda narrativa nietzschiana. Pois na adolescência a vida me fixou memórias incríveis que os textos de Fritz me trazem à tona. E me indicam o quanto eu já era influenciado à viver sem hipotecarias. Enfim...

Fato é que nunca alguém está totalmente sozinho. Somos animais geneticamente predestinados ao imaginário. E para além dessa questão genética, sempre à alguém com quem nos encontramos. No caso de Nietzsche, através das cartas aos amigos. E com as pessoas por onde passou. Tipo feirantes, artistas, camareiras, sapateiros, alfaiates, médicos, etc...

Nietzsche conversava com alguém, e de tais diálogos; introspecções surgiam o questionando, e ele vivia respondendo e escrevendo suas propostas de respostas. Ou executando algum dedilhado no piano enquanto... Enfim. Pensava. E assim fixava seu viver sem hipotecarias. Enfim.

Quero dizer minha interpretação do conceito da época, que Nietzsche foi o mais famoso apologeta. Que parte do pressuposto de que os humanos desde aquela época, já adoravam à ciência. Que em suma, ao invés de rezar pela intervenção na dor de cabeça, os humanos demasiadamente agora ingerem drogas.

E assim sendo, vivem em hipotecarias. Óbvio que Fritz se refere aos altíssimos números de overdoses por drogas farmacêuticas testadas naquele momento. Ele mesmo usou haxixe para amenizar dores que herdou da morte de seu avô, de seu pai e que matou precocemente seu irmão...

E por fim... Matou Nietzsche. Ou seja, para Fritz, crer em deus não livra da morte. Pois seu avô, pai e irmão foram sacerdotes. Crer na ciência também não livra da morte. Pois vivenciou cobaias babando até morrer após ingerir alguma pílula desenvolvida para impedir a morte do soldado em campo de batalha.

Assim sendo, o conceito de amor ao próximo que manteve deus vivo no imaginário de até então... Está morto. Pois o deus metafísico socrático-judaico-cristão quer tudo só pra si mesmo. O deus científico mata em massa em nome do progresso. Logo; viver sem hipotecarias, é viver sem se preocupar com o pós morte. E para quem é necessário acreditar na cura divina... Viva. Já pra quem é necessário pílulas... Viva.

Pois no fim todos morrem. E junto com nós... Enfim; nossos deuses. Pois assim como o religioso Yeshua ben Miriam nos ensinou: o espírito de deus se move não só surfando sobre as águas. Mas potencialmente em nós. Ou como o cientista Hipócrates nos ensinou: do pó viemos, ao pó voltaremos.