A brandura ainda dura

27/04/2023

Olá amigos e amigas 2ooe0nze. Hoje mergulharemos numa perspectiva em brandura. E já agradecemos pela sua brandura em nos honrar com o seu insubstituível tempo. Assim sendo, se segura que lá vem devaneada...

Por incrível que pareça, numa sociedade em que a grande mídia insiste em divulgar as horrendas facetas demasiadamente humanas... Dados coletados em pesquisas sociólogicas na contemporaneidade; sugerem que pessoas de culturas diferentes têm comportamentos cooperativos aguçados. Enfim...

Também somos animais geneticamente predestinados à amar. E o amor brota mais no cotidiano do que o ódio. E mesmo sendo o ódio um traço profundo em nossas subjetividades... Deixemos ele pra lá. E em suma, disseminemos o amor.

Que ao transcender diferenças culturais, potencializa tendências amorosas que sugerem que os seres humanos têm comportamentos cooperativos; muito semelhantes entre si. Dessa forma, até mesmo pesquisas antropológicas e econômicas, indicam que mesmo com variações culturais interferindo diretamente em gestos de cooperação...

Tudo propõem que a gentileza para com o próximo; é diretamente regida por normas e regras baseadas em preceitos culturais. Mas se a brandura ainda dura, nossa hermenêutica 2ooe0nze não teme em afirmar: somos animais dóceis. E no mais íntimo, acreditamos que a violência reflete alguma busca. Ou seja, quando humanos se reúnem para odiar, é por busca por algum objeto, ou algum afeto insubstituível, ou em busca do prazer, etc.

E dessa forma, passo a passo; a ação vai se concretizando. Até explodir num ato inicialmente sorrateiro, mas que numa proporção de sei lá de qual quantidade, se revela. Enquanto outra parte se esconde.

Mas 2ooe0nze, não digitou que deixaria o ódio pra lá! E exautaria o amor? Sim... Mas não me odeie por isso. Pois para ascender à luz, por outro lado é necessário que a mesma já tenha se afastado. E em suma; a cultura do ódio ao ódio é muito enraizada imperceptivelmente. Mas seja ódio ao ódio ou ao amor... Ódio é ódio.

Traga à memória quantas vezes odiou alguém que cometeu atos de puro ódio hediondo. Enfim; a questão é complexa. Pois nos perdemos em análises postuladas em argumentativas de que com mais brandura, o ódio seria eliminado. Que ódio gera ódio.

Por outro lado, temos as punições de morte, postuladas em argumentativas de que o ódio justo é capaz de eliminar o ódio injusto. Mas, nessa discrepância, ainda somos animais muito violentos.

Ou seja, assim como há prazer em ajudar alguém. Há prazer em ferir alguém. E para além de uma interpretação de que exercemos brandura pelo próximo... Exercemos por elevar em nós uma adrenalina, um calor no coração... Enfim, exercemos a brandura pois em nós ela dura. Dependemos do sofrer alheio para elevar nossa bondade...

E assim sendo, não há como fugir... O amor também é um traço egocêntrico geneticamente predestinado à animais humanos, demasiadamente humanos.

Enfim... A brandura ainda dura. E pra finalizar esse conteúdo, deixemos ela entronizada...